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Chileno preso no Brasil por homofobia e racismo em voo da Latam é demitido da empresa onde trabalhava
Termômetro da Política
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A empresa chilena Landes demitiu o executivo Germán Naranjo Maldini após ele ser preso no Brasil por ofensas racistas e homofóbicas durante um voo da Latam. A decisão foi comunicada internamente nesta quarta-feira (20), três dias após o início da investigação interna.

Germán Naranjo Maldini foi preso pela Polícia Federal na sexta-feira (Foto: Reprodução/X)

Em comunicado enviado aos funcionários, a companhia informou que, após concluir as apurações iniciadas no sábado (16), decidiu desligar o gerente comercial. O texto afirma que ele já havia sido afastado preventivamente de suas funções no mesmo dia.

Germán Naranjo Maldini foi preso pela Polícia Federal na sexta-feira (15), ao retornar ao Brasil. Ele é investigado por ter proferido ofensas racistas, homofóbicas e xenofóbicas contra comissários de bordo durante o voo entre Guarulhos e Frankfurt, com escala em Santiago, no dia 10 de maio.

Segundo relatos, o executivo tentou abrir a porta da aeronave e, ao ser contido pela tripulação, passou a xingar os funcionários. Em um dos momentos registrados, um comissário questionou: “Qual o problema de ser gay?”. Ele respondeu: “Para mim é um problema. A pele negra também”, e em seguida chamou o tripulante de “macaco”, imitando sons do animal.

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A Latam Airlines afirmou que repudia veementemente qualquer prática discriminatória e que colaborou com a Polícia Federal para a prisão do passageiro. A companhia também informou que oferece acolhimento psicológico e suporte jurídico ao funcionário vítima das ofensas.

A defesa de Germán Naranjo Maldini afirmou que ele realiza tratamento psiquiátrico há mais de 13 anos, tem histórico de internações relacionadas à saúde mental e faz uso contínuo de medicação controlada.

O executivo também responde a uma ação por tentativa de suborno no Chile, em caso que tramita no 4º Tribunal de Garantia de Santiago. Além disso, há registro de uma comunicação falsa de ameaça de bomba em um hotel em 2013, quando ele teria dito a um funcionário que havia “deixado uma bomba lá para matar todos os muçulmanos”. O caso foi arquivado à época.

Com informações do portal UOL.

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