A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) afirmou que ficou impressionada com a humanidade e o modo de conduzir a política institucional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que a levou a defender publicamente sua reeleição. Durante evento de comemoração dos 36 anos de um assentamento rural em Anastácio, no Mato Grosso do Sul, ela disse ter sido surpreendida pela postura do chefe do Executivo federal.

“Eu senti na pele o que é o descaso [durante o governo Bolsonaro], e não tive medo de mudar de lado, porque eu não tenho compromisso [fechado com nenhum político]. Eu tenho mil motivos para dizer do lado de quem eu estou. O presidente Lula me deixou de queixo caído mesmo, pela humanidade, pela forma de agir. E digo mais: não aconteceu mais ainda porque, para estragar um estado, um município, um país, em quatro meses você estraga, detona, coloca terra arrasada. Para você reconstruir, quatro anos é pouco. É por isso que nós vamos reeleger em primeiro turno o presidente Lula”, declarou.
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Eleita em 2018 pelo PSL com apoio a Jair Bolsonaro, Thronicke se afastou gradualmente do grupo político que a elegeu. Em 2022, lançou candidatura própria à Presidência pelo União Brasil e, no segundo turno, optou por não apoiar nenhum dos dois candidatos que disputavam o cargo. Durante o atual mandato de Lula, trocou de legenda duas vezes antes de se filiar ao PSB, partido que integra a base do governo federal. Agora, ela busca a reeleição ao Senado integrando a chapa lulista no Mato Grosso do Sul.
A parlamentar também citou sua participação em investigações parlamentares como um dos fatores que influenciaram sua posição atual. “Em todas as CPIs e CPMIs que eu participei, e eu participei de todas, em todas, todos os [apoiadores] do Lula apareceram, do Bolsonaro, nenhum compareceu. Isso é uma vergonha e é este motivo”, afirmou.
Ligada ao setor empresarial do estado, Soraya Thronicke tem buscado aproximar seu discurso de segmentos da esquerda e de trabalhadores, em um movimento que ocorre após perder apoio entre bolsonaristas e setores conservadores da direita.
Com informações do portal Veja.