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Polícia Federal bate na casa do ex-governador Cláudio Castro; operação investiga escândalo do Banco Master
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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (26) a oitava fase da Operação Compliance Zero, que investiga aportes de recursos públicos do Rio de Janeiro no conglomerado do Banco Master. O ex-governador Cláudio Castro é um dos alvos da ação, que cumpriu 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

Investigação atual é um desdobramento da Operação Barco de Papel
Investigação atual é um desdobramento da Operação Barco de Papel (Foto: Rprodução/TV Globo)

A operação apura a transferência de cerca de R$ 3 bilhões do Rioprevidência, fundo responsável pelos benefícios de 235 mil aposentados e pensionistas do estado, para fundos de investimento ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a Polícia Federal, parte desses recursos — R$ 970 milhões — já havia sido identificada na Operação Barco de Papel, deflagrada em janeiro. Nesta nova etapa, os investigadores miram aplicações adicionais de R$ 2,01 bilhões realizadas a partir de julho de 2024.

O advogado Carlo Luchione, que defende Cláudio Castro, afirmou que o ex-governador acompanha as buscas “com serenidade”. Esta é a segunda vez em menos de 15 dias que a Polícia Federal realiza buscas na residência de Castro. Em 15 de maio, ele já havia sido alvo de mandado na Operação Sem Refino, que investiga supostas fraudes fiscais na antiga Refinaria de Manguinhos.

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A investigação atual é um desdobramento da Operação Barco de Papel. Naquela ocasião, o então presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso em fevereiro. Os investigadores apontam que os aportes continuaram mesmo após alertas e determinações do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, que chegou a proibir novos investimentos do fundo no Banco Master.

Parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio também articulam a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar os aportes do Rioprevidência e da Cedae no conglomerado financeiro. Segundo dados apresentados na Alerj, o fundo de previdência estadual aplicou quase R$ 1 bilhão diretamente no Banco Master e cerca de R$ 1,6 bilhão em fundos administrados pela instituição. A Cedae, por sua vez, teria realizado investimentos de R$ 200 milhões.

Com informações do portal g1.

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