Enquanto a Seleção Brasileira disputa a Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos, a Confederação Brasileira de Futebol vive um momento de forte tensão política nos bastidores. O presidente Samir Xaud é apontado como o principal alvo de um embate que envolve diferentes grupos de poder dentro da entidade.

O episódio mais recente ganhou repercussão após reportagem do portal Léo Dias revelar que mulheres teriam acompanhado Xaud em viagens internacionais com recursos da CBF. A entidade negou oficialmente qualquer uso de verbas da confederação para esse fim. Fontes ouvidas internamente tratam o caso como uma questão de natureza pessoal, sem envolvimento de gastos oficiais.
Mesmo com as negativas, o episódio é visto nos corredores da CBF como mais um capítulo de uma disputa que se aprofundou desde a eleição de Samir Xaud. Dirigentes e pessoas próximas à entidade descrevem um ambiente marcado por desconfiança, vazamentos e tentativas recorrentes de desgaste contra a atual gestão.
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Diferentes leituras circulam sobre quem estaria por trás dos movimentos contra o presidente. Uma delas aponta o vice-presidente Gustavo Dias Henrique como responsável por parte das críticas internas. Segundo essa versão, haveria interesse dele em ampliar sua influência e, eventualmente, abrir caminho para a presidência. Gustavo nega veementemente qualquer intenção de substituir Samir Xaud e ressalta que, em caso de vacância, o primeiro na linha sucessória seria o também vice-presidente José Vanildo da Silva.
Outra corrente menciona o diretor de seleções Gustavo Feijó. Alguns dirigentes acreditam que ele estaria insatisfeito com o espaço que ocupa na atual estrutura de poder. Feijó também nega qualquer participação em ações contra o presidente.
Há ainda o desconforto de parte dos presidentes de federações estaduais. Segundo relatos, alguns cartolas reclamam de mudanças implementadas pela atual administração, que teriam reduzido benefícios existentes na gestão anterior. Durante a Copa do Mundo, vários dirigentes viajaram aos Estados Unidos, mas ficaram fora dos camarotes reservados ao grupo mais próximo da presidência, recebendo ingressos em setores nobres com valores próximos a US$ 1 mil.
Uma quarta leitura liga parte da resistência ao presidente à política interna de Roraima, estado de origem de Samir Xaud.
Nos bastidores, o ministro Gilmar Mendes e seu filho Francisco Mendes são citados como figuras com influência relevante nas articulações que envolveram a eleição de Samir Xaud, mesmo sem ocuparem cargos formais na CBF.
Apesar das diferentes versões, há um entendimento comum entre dirigentes da entidade: o caso envolvendo o presidente não é visto como um episódio isolado. No momento em que a Seleção Brasileira busca encerrar um jejum de 24 anos sem título mundial, a principal disputa dentro da CBF acontece longe dos gramados e gira em torno do controle de poder na confederação.
Com informações do portal UOL.