O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, e o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, são alvos de uma nova fase da Operação Compliance Zero. A ação também atinge Eduardo Sodré Martins, enteado de Jaques Wagner, e Guilherme Henrique Sodré Martins, conhecido como Guiga e pai de Eduardo.

A Polícia Federal cumpre 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Além das buscas, estão sendo executadas medidas cautelares, como a proibição de contato entre os investigados e a suspensão de passaportes.
Augusto Lima já estava usando tornozeleira eletrônica, medida imposta na primeira fase da operação. A BN Financeira, empresa de Bonnie Bonilha, nora de Jaques Wagner, recebeu R$ 12 milhões do Banco Master entre 2022 e 2025, segundo dados da quebra de sigilo fiscal enviados à CPI de Crime Organizado. O próprio senador aparece como destinatário de R$ 289 mil na mesma quebra de sigilo. À época, ele afirmou que os valores correspondiam a rendimentos de uma aplicação financeira mantida no banco.
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Jaques Wagner e Augusto Lima mantêm relação desde 2017, quando o senador, então secretário de Governo da Bahia, foi responsável pela privatização da Ebal, estatal que administrava a rede de supermercados Cesta do Povo. Após leilões que não atraíram interessados, Lima sugeriu ampliar o escopo dos cartões de compra da rede, que passaram a oferecer também serviços financeiros e se transformaram no Credcesta. A Ebal foi vendida por R$ 15 milhões e posteriormente transferida para Augusto Lima.
Em entrevista concedida após o início das investigações sobre o caso Master, Jaques Wagner afirmou que não temia uma eventual delação de Daniel Vorcaro e revelou que havia negociado com Augusto Lima a venda da rede Cesta do Povo antes de Lima se tornar sócio de Vorcaro no Banco Master. Segundo o senador, essa negociação aproximou Lima do PT da Bahia a partir de 2017.
Com informações do portal UOL.