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Moraes determina investigação de conteúdo de celulares apreendidos de advogado de Bolsonaro
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a investigação do conteúdo extraído dos celulares do advogado Frederick Wassef apreendidos no âmbito do inquérito que apura o suposto desvio de joias e presentes oficiais recebidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em viagens internacionais. O motivo da nova apuração está sob sigilo.

Wassef (acima) e o ex-presidente Jair Bolsonaro foram indiciados no inquérito que investiga o suposto desvio de joias recebidas do governo da Arábia Saudita (Foto: Pedro França/Agência Senado)

Moraes ordenou que a análise dos dados seja realizada de forma sigilosa. Em 4 de março, a Polícia Federal comunicou ao Supremo ter identificado “eventos fortuitos” nos aparelhos de Wassef que deveriam ser apurados em procedimento distinto.

A Procuradoria-Geral da República se manifestou favoravelmente à investigação do material encontrado nos celulares. Segundo a PGR, o objetivo é “que se avalie as hipóteses criminais cogitadas”, que não têm “conexão ou pertinência” com o caso das joias.

Wassef e o ex-presidente Jair Bolsonaro foram indiciados no inquérito que investiga o suposto desvio de joias recebidas do governo da Arábia Saudita. Além deles, outras dez pessoas também foram indiciadas pela Polícia Federal.

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Em relação ao caso principal das joias, a Procuradoria-Geral da República pediu o arquivamento. O órgão argumenta que não é possível punir criminalmente o recebimento de presentes por presidentes da República, uma vez que não existe legislação clara definindo se esses itens pertencem ao governante ou ao Estado.

O caso das joias veio a público em março de 2023, após reportagem do jornal O Estado de S. Paulo revelar que o então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, tentou trazer ao Brasil uma mala com joias destinadas a Bolsonaro sem declará-las à Receita Federal. A investigação identificou posteriormente outros conjuntos de presentes recebidos em 2019 e 2021.

A Polícia Federal apurou que ex-auxiliares de Bolsonaro, incluindo o tenente-coronel Mauro Cid e seu pai, o general Mauro Lourena Cid, venderam um relógio Rolex e outro da marca Patek Philippe nos Estados Unidos em junho de 2022. Frederick Wassef chegou a recomprar um dos relógios no exterior para devolvê-lo às autoridades brasileiras.

Com informações do portal UOL.

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