O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, decidiu extinguir o comando nacional do PL Mulher um dia após a saída de Michelle Bolsonaro da presidência da estrutura feminina da legenda. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (1º).

Valdemar afirmou que não há no partido uma liderança com perfil para assumir o cargo deixado pela ex-primeira-dama. “Já extingui hoje [o comando do PL Mulher]. Não temos ninguém com o tamanho de Michelle para substituí-la”, declarou.
Com o fim da estrutura nacional, o partido passará a priorizar os diretórios femininos estaduais, modelo que foi implementado durante a gestão de Michelle à frente do PL Mulher.
Michelle Bolsonaro comunicou sua saída na terça-feira (30), informando que deixaria o cargo para se dedicar integralmente aos cuidados do ex-presidente Jair Bolsonaro e da filha Laura. Em nota divulgada à época, ela agradeceu o trabalho realizado pelas presidentes estaduais e municipais:
“Conhecendo a força e a capacidade das mulheres brasileiras, tenho certeza de que o nosso movimento crescerá ainda mais e teremos um futuro próspero para os nossos filhos e netos. Quero agradecer, na pessoa da minha vice-presidente, Priscila Costa, a todas as minhas presidentes estaduais e municipais que, com tanto carinho, empenho e dedicação, tornaram possível a expansão de nosso movimento, que está edificando o nosso país. Sem vocês, nada disso seria possível.”
Em nota, Valdemar Costa Neto elogiou o trabalho de Michelle e afirmou que sua decisão deve ser respeitada. “Michelle fez um excelente trabalho à frente do PL Mulher” e que “sua decisão precisa ser respeitada”, disse o presidente da legenda.
A saída de Michelle do comando do PL Mulher ocorre em meio a divergências internas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro. Nos últimos dias, a ex-primeira-dama e o parlamentar trocaram críticas públicas, o que gerou desgaste dentro da sigla.
Aliados de Michelle afirmam que ela ainda avalia a possibilidade de disputar uma vaga no Senado pelo Distrito Federal nas eleições deste ano. A definição sobre uma eventual candidatura deverá ocorrer durante o período das convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto.
Até o momento, Michelle Bolsonaro nunca confirmou nem negou publicamente a intenção de concorrer a um cargo eletivo pela primeira vez. Quando questionada sobre o assunto, costuma afirmar que seu destino político está “entregue a Deus” e será definido em conjunto com o marido, “no tempo certo”.
Com informações da CNN.