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Richarlison pressiona Flávio Bolsonaro sobre suposto golpe na perda de mansão de R$ 10 milhões em Angra dos Reis
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O atacante Richarlison voltou a cobrar neste sábado (4) o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o caso da mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), em que diz ter sofrido um golpe de R$ 10 milhões. A primeira denúncia pública foi feita na última quarta-feira (1º), quando o atleta publicou um comentário dizendo “simplesmente me tomaram”. O jogador marcou Flávio Bolsonaro na postagem, reacendendo uma disputa judicial que se arrasta desde 2022 e teve desfecho na Justiça em 2025.

Richarlison compartilhou publicação de Flávio Bolsonaro apontando roubo e golpe de R$ 10 milhões
Richarlison compartilhou publicação de Flávio Bolsonaro apontando roubo e golpe de R$ 10 milhões (Foto: Reprodução/Instagram)

“Realmente, gastei em torno de R$ 10 milhões lá. E simplesmente me tomaram. E estou até hoje sem receber a minha grana!!!”, escreveu o jogador ao comentar um vídeo sobre o caso.

O imóvel de luxo, que conta com heliponto, praia particular, acesso a cachoeira e 11 suítes, foi adquirido em 2020 pela empresa Sport 70 Intermediação de Negócios Ltda, ligada a Richarlison e ao seu então empresário Renato Velasco. Dois anos depois, teve início uma ação de reintegração de posse movida pela WT Administração de Imóveis e Bens S/A, empresa do advogado Willer Tomaz, amigo pessoal do senador.

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A WT alegou direitos de posse com base em contrato de sub-rogação firmado com a antiga detentora do bem, a M Locadora de Veículos e Transportes Turísticos Ltda, incluindo documentos mais antigos de cessão de posse. Decisões liminares de 2022 transferiram a posse do imóvel para a empresa de Tomaz. O processo tramitou no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que em 2025 manteve a decisão favorável à WT. Posteriormente, a empresa ligada a Richarlison desistiu de recursos, reconhecendo os direitos da parte contrária.

Flávio Bolsonaro não figura como parte no processo judicial. Ele foi arrolado como testemunha pela defesa de Richarlison em 2022. Na época, o senador declarou publicamente que não tinha qualquer relação com o imóvel ou com a negociação e que sua ligação com Willer Tomaz era apenas de amizade. A assessoria do parlamentar mantém a posição de que Flávio “não comprou, vendeu, intermediou e nem possui qualquer vínculo com o imóvel em questão”.

O desabafo de Richarlison ocorreu após a viralização de um vídeo de uma advogada que explicava o caso. A autora do material posteriormente retirou a publicação, alegando imprecisões identificadas após análise mais aprofundada dos documentos processuais.

O imóvel está localizado em área de domínio da União, o que envolve direitos de posse e ocupação, e não de propriedade plena. O caso ganhou nova repercussão nas redes sociais após a manifestação do jogador.

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