O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tirou na noite dessa quinta-feira (10) o sigilo de 15 procedimentos do caso Banco Master sob sua relatoria, no recorte que ele liga ao ministro Alexandre de Moraes. A lista cobre o eixo BRB-Master, o vazamento de dados sigilosos com servidores do Banco Central e as linhas batizadas de “A Turma” e “Os Meninos”. A determinação para retirada do sigilo veio do presidente da corte, ministro Edson Fachin.

“A Turma” seria, na apuração, a milícia encarregada de ameaçar adversários ou gente ligada às investigações do Master e de buscar acesso clandestino a informações de Estado. “Os Meninos” figuram como núcleo técnico de ataques cibernéticos e derrubada de perfis. Ficaram de fora o inquérito do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, e os ramais com políticos — entre eles os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Jaques Wagner (PT-BA).
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Mendonça abriu a Petição 15.556, que levou à prisão de Daniel Vorcaro, e outros 14 autos conexos, inclusive os inquéritos 5.026 e 5.035 e petições em curso. Também enviará o acervo em HD próprio ao gabinete da Presidência e aos demais ministros.
“Em harmonia à solicitação formulada pelo eminente Presidente, Ministro Edson Fachin, promovo o levantamento do sigilo dos autos da PET nº 15.556 e dos procedimentos contidos ou relacionados”, publicou.
Fachin havia pedido, na mesma noite, a publicidade de todo o Master, salvo diligências cujo sigilo fosse “imprescindível”.
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Na semana passada, Mendonça já havia soltado as mensagens entre Moraes e Vorcaro — 52 recados do ex-banqueiro, entre 28 de outubro e 17 de novembro de 2025, véspera da primeira prisão, a um número que a PF atribui ao ministro, sem as respostas. O relatório instalou a crise na Corte. Mendonça ouviu a PGR. Paulo Gonet apontou nulidade em dose dupla: o relator não podia mandar a PF aprofundar apuração contra outro ministro sem o plenário ou sem iniciativa do Ministério Público.
Moraes pediu, no inquérito das fake news que ele próprio relata, a investigação de Mendonça. Na sexta-feira, Fachin tirou o pedido daquele inquérito e cobrou explicações. Nesta semana, Mendonça afastou Andrei Rodrigues e Leandro Almada e mandou apurar a atuação dos dois. Dino os reintegrou. Fachin suspendeu as duas decisões, o andamento do processo de Mendonça e retirou o inquérito das fake news do gabinete de Moraes. Toda medida que envolva ministro do STF passou à Presidência. O caso Mendonça–Moraes vai ao plenário em sessão extraordinária no dia 15 de setembro, terça-feira, às 10h.
Com informações do portal UOL.