O conteúdo integral do celular de Daniel Vorcaro, entregue aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) na segunda-feira (14), traz conversas em que o ex-banqueiro e Luiz Rennó, então diretor jurídico do Master, tratam de pagamentos mensais de R$ 500 mil que iriam ao advogado Kevin Marques, filho de Kássio Nunes Marques, via Consult Inteligência Tributária.

Kassio Nunes Marques não quis falar. A assessoria do filho divulgou nota: “o advogado Kevin Marques não prestou serviço ao banco Master nem recebeu dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro. Como informado anteriormente, o advogado Kevin Marques recebeu R$ 281,6 mil da Consult, empresa à qual prestou serviços jurídicos especializados na área tributária administrativa. A atuação profissional do advogado Kevin Marques em favor da Consult não tem qualquer relação com o Supremo Tribunal Federal”.
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O material deve entrar na sessão desta terça (15), quando o plenário decide se investiga Alexandre de Moraes por envolvimento com Vorcaro.
A primeira menção a Kevin no arquivo é de 1º de outubro de 2024. Rennó avisa Vorcaro que o STF reconhecera a responsabilidade da União por prejuízos a usinas sucroalcooleiras nas décadas de 1980 e 1990 — indenizações bilionárias. Vorcaro tinha negócio e interesse no setor. A favor da tese: Edson Fachin, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques. Vencidos: Gilmar Mendes e André Mendonça. Rennó manda em seguida o print dos contatos de Kevin com a legenda “Dominado aqui”.
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Em 4 de julho de 2025, o diretor reenvia o mesmo print: “Esse aqui _ 500 mil mês – mantém? Kkkkkkkkk. Então esse aqui já era, né?”. Vorcaro replica: “Kkkkkkk”.
Em 8 de agosto de 2025, Rennó escreve: “Dos pagamentos essenciais está faltando a Consult”. De novo o print e a frase: “Aqui. Esse aí. Único ‘meu’ que faltou”.
Com informações da Folha de S.Paulo.