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PCDF confirma encerramento de investigação sobre caso em Santa Maria; Ricardo Coutinho diz ser vítima
Termômetro da Política
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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) confirmou ao portal Termômetro da Política, na manhã desta sexta-feira (6), o despacho de que não há elementos mínimos que indiquem a prática de infração penal praticada pelo ex-governador da Paraíba e deputado federal eleito Ricardo Coutinho (PT-PB). O despacho que encerra o caso foi assinado pelo delegado Alexandre Traback.

Ricardo Coutinho afirma que tentaram destruir sua reputação e atingiram profundamente sua família (Foto: Reprodução/Instagram)

Ricardo Coutinho publicou um vídeo nas redes sociais pedindo 10 minutos de atenção para falar sobre as 48 horas em que, segundo ele, tentaram destruir sua reputação e atingiram profundamente sua família. No texto que acompanha a publicação, ele escreve: “Peço 10 minutos da sua atenção para falar sobre 48 horas que tentaram destruir minha reputação e atingiram profundamente minha família. Sei que é uma mensagem longa. Mas o que tenho a dizer não cabe em algumas frases.”

Coutinho afirma que o episódio levanta questões graves sobre o uso do aparato policial do Estado, o poder das grandes plataformas digitais na disseminação de acusações e a facilidade com que a dignidade de uma pessoa pode ser atacada numa disputa política. “Isso vai muito além de mim. Diz respeito à democracia, à justiça e ao respeito que todo cidadão merece, independentemente de quem seja ou do que pense”, afirma. Ele pede que o público assista até o fim e alerta: “Porque hoje aconteceu comigo, mas amanhã pode acontecer com você ou com alguém que você ama.”

O pronunciamento ocorre dias após a ocorrência registrada nas proximidades do Centro Olímpico de Santa Maria, no Distrito Federal, na qual Coutinho prestou esclarecimentos à Polícia Civil e foi liberado. Sua defesa nega irregularidades e afirma que ele foi vítima de ameaças e de uma possível tentativa de extorsão enquanto acompanhava o enteado em atividade esportiva.

Entenda o caso

A ocorrência foi registrada na noite de segunda-feira (2), feriado de Finados. Segundo informações da Polícia Militar e relatos divulgados pela imprensa, testemunhas afirmaram que um homem dentro de um veículo teria feito gestos — inclusive de coração — e acionado faróis em direção a crianças que jogavam bola nas proximidades do Centro Olímpico de Santa Maria. A Polícia Militar e a Polícia Civil foram acionadas. Coutinho foi conduzido à delegacia, prestou esclarecimentos e foi liberado.

A defesa do político, por meio do advogado Igor Suassuna, apresentou versão distinta. Em notas e declarações, afirma que Coutinho estava no local acompanhando o enteado em atividade de futebol de salão quando foi abordado de forma agressiva por um jovem que fez ameaças relacionadas à presença de crianças perto do veículo. Segundo a defesa, o próprio Coutinho acionou a Polícia Militar por receio à segurança dele e do enteado e, em seguida, compareceu à delegacia para registrar o ocorrido, classificando o episódio como tentativa de golpe e extorsão. O advogado também anunciou medidas judiciais contra publicações consideradas falsas e difamatórias.

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