
Como você está?
Eita demanda quase diária
Em casa, no trabalho, na academia, na rua …
Como você está?
– Estou em plena vida!
Dolorida
E cheia de alegria
Sem separação nem binaridade
Correndo, às vezes, na contramão
Experimentando a dor que espirra alegria
Alegria que é feita para chorar
Em gargalhadas e lágrimas
Umidificando nossos dias
Molhando e sendo molho
Espantando fantasmas, sombras e espelhos que nos amendrotam
Enfrentando o rigor científico e a universalidade teológica
Que se dicotomiza em verdades e mentiras!
Estou em plena vida
Zombando da passividade medrosa
Em gargalhadas e lágrimas
Para sair dos polos dos pêndulos
Para pendular mesmo
Para ocupar o balanço da jaqueira no quintal do vizinho
Estou assim …
Pra cá, pra lá …
Balançando, dançando …
Rodopiando.
Eu te amo, vida que te quero plena!