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Banco Central corta Selic para 14% ao ano na quarta redução seguida
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Em reunião realizada nesta quarta-feira (5) em Brasília, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu diminuir a Taxa Selic em 0,25 ponto percentual. Com isso, a taxa básica de juros da economia brasileira cai de 14,25% para 14% ao ano.

Selic está no maior nível desde julho de 2006
Banco Central avalia que o ajuste gradual de 0,25 ponto percentual é estratégico (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

O movimento marca a quarta redução consecutiva. O BC emprega a Selic como ferramenta para desacelerar a atividade econômica e conter a inflação. Juros elevados por períodos prolongados encarecem o crédito — cartão de crédito, compras parceladas e financiamentos imobiliários —, o que enfraquece o consumo. Já a queda da taxa tende a estimular a economia e reduzir o risco de descontrole dos preços.

A instituição avalia que o ajuste gradual de 0,25 ponto percentual está alinhado à estratégia de levar a inflação para próximo da meta no próximo período.

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“Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, informou o BC, em nota.

No front externo, o comitê reiterou a indefinição em torno dos conflitos armados no Oriente Médio e a incerteza sobre a política monetária de algumas economias avançadas.

“Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”, disse o órgão.

Internamente, o Banco Central destacou que os indicadores divulgados desde a reunião anterior “sugere uma moderação gradual da atividade econômica, embora ainda em patamar resiliente, com sinais mistos entre setores, e mercado de trabalho aquecido”.

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A inflação cheia desacelerou nas medições mais recentes, mas permanece acima do teto da meta. Já as medidas subjacentes recuaram para nível ligeiramente inferior a esse limite.

O IPCA-15 de julho ficou em 0,06%, 0,35 ponto percentual abaixo do resultado de junho (0,41%). No acumulado do ano, a alta é de 3,51%. Em 12 meses, o índice chega a 4,52%, inferior aos 4,80% do período imediatamente anterior. Em julho de 2025, o IPCA-15 havia registrado 0,33%. O indicador oficial de inflação é calculado pelo IBGE.

A meta definida pelo Conselho Monetário Nacional para o ciclo iniciado em janeiro de 2025 é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,50 ponto percentual para cima ou para baixo (1,50% a 4,50%).

Entre junho de 2025 e março deste ano, a Selic permaneceu em 15% ao ano — o patamar mais elevado em quase duas décadas. O ciclo de cortes começou em março, quando a inflação mostrava tendência de queda. A guerra no Oriente Médio, no entanto, elevou preços de combustíveis e alimentos e dificulta o processo de redução dos juros.

Fonte: Agência Brasil

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