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Ameaça de Eduardo Bolsonaro ao Itamaraty prejudica estratégia de Flávio na disputa presidencial, avalia colunista
Termômetro da Política
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A ameaça feita pelo deputado cassado Eduardo Bolsonaro ao Itamaraty enfraqueceu a tentativa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de se posicionar como um candidato mais moderado na corrida pela Presidência da República em 2026. A avaliação foi feita pela colunista Daniela Lima durante o UOL News – 2ª edição, no Canal UOL.

Licença de Eduardo Bolsonaro termina no próximo domingo
Ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro; ataques complicam imagem do irmão (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

O episódio ocorreu após a embaixada do Brasil em Washington negar o uso do espaço para uma entrevista coletiva ligada ao senador. Segundo a colunista, a reação de Eduardo expôs a fragilidade da narrativa construída em torno de Flávio e reforçou a percepção de que a família mantém um padrão de conduta agressivo.

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“A ameaça do Eduardo Bolsonaro acaba mais por reforçar e explicitar qual é, de fato, a ‘moderação’ que o Flávio Bolsonaro vinha pregando. Na verdade, pouca ou nenhuma. Já havíamos adiantado que foi por uma questão de estratégia para tentar eclipsar o elo milionário com Daniel Vorcaro e a família como um todo. Isso pega os Bolsonaros de cima e embaixo”, disse Daniela Lima.

A jornalista observou que a falta de posicionamento público de Flávio diante da ameaça feita pelo irmão compromete ainda mais a imagem que ele tentava consolidar. “Na tentativa de eclipsar, buscaram e vão conseguindo produzir ruídos, mas, de outro lado, também vão demolindo um pouco a ideia que o Flávio vinha construindo até aqui de ser um Bolsonaro moderado. Quando o irmão vem ameaçar a diplomacia brasileira abertamente e ele nada fala, o que acontece?”, questionou.

No mesmo programa, o advogado Welber Barral, especialista em comércio internacional, analisou os possíveis impactos da decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas estrangeiras. Ele alertou para os riscos jurídicos e comerciais que a medida pode gerar.

“Os EUA têm várias leis sobre sanções internacionais. Muitas dessas legislações são extraterritoriais, ou seja, elas se aplicam a pessoas fora dos EUA. E isso acontece com as chamadas organizações terroristas estrangeiras. Uma vez que é declarada a existência de uma organização terrorista estrangeira no país, todas as pessoas que tiverem negócios, que participarem ou que deem apoio material a ela podem ser sancionadas nos EUA”, explicou o advogado.

Com informações do portal UOL.

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