A plataforma de mercados de previsão Polymarket registrou, neste domingo (5), a maior probabilidade já atribuída ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para vencer as eleições presidenciais de 2026: 61% de chance de reeleição. O número representa o pico histórico da cotação de Lula no mercado desde sua abertura. No mesmo mercado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com apenas 22,3% de probabilidade de vitória.

Flávio Bolsonaro é seguido por Renan Santos, com 9,9%, e Michelle Bolsonaro, com 2,3%. Outros nomes, como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, oscilam abaixo de 1%.
A movimentação acentuada nas últimas semanas reflete uma forte compressão nas odds de Flávio Bolsonaro e uma expansão correspondente nas de Lula. Enquanto as pesquisas de intenção de voto mostram uma vantagem mais moderada do presidente, o mercado de apostas tem precificado de forma mais agressiva o cenário atual. O que há em comum nas plataformas, seja de predição ou pesquisas eleitorais, é a queda de Flávio Bolsonaro na corrida eleitoral.
A mais recente pesquisa AtlasIntel, divulgada no início de julho e realizada entre 26 e 30 de junho, apontou Lula com 46,3% no primeiro turno contra 36,6% de Flávio Bolsonaro. Em simulação de segundo turno, o presidente aparece com 48,8% contra 42,3% do senador — vantagem de 6,5 pontos percentuais.
Levantamentos anteriores, tanto da AtlasIntel quanto do Datafolha, mostravam uma disputa mais equilibrada ou com diferença menor entre os dois principais nomes. A sequência de quedas registradas por Flávio Bolsonaro coincide com a divulgação de áudios envolvendo o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro, além de outros episódios que afetaram sua imagem junto ao eleitorado.
Os mercados de previsão, diferentemente das pesquisas de intenção de voto, incorporam rapidamente o fluxo de notícias, a percepção de risco e a liquidez dos apostadores. No caso da Polymarket, o volume negociado no mercado presidencial brasileiro já supera US$ 110 milhões. A forte migração de apostas para Lula nas últimas semanas indica que os participantes do mercado passaram a considerar menor a capacidade de Flávio Bolsonaro reverter o quadro atual até outubro de 2026.
A eleição presidencial está marcada para 4 de outubro. Até lá, os números tanto das pesquisas quanto dos mercados de previsão continuam sujeitos a alterações conforme os desdobramentos da pré-campanha.