A vereadora Iara Pimentel (PT), de Montes Claros (MG), foi atingida na cabeça por apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) na noite deste sábado (24) durante uma carreata de apoio ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A parlamentar saiu do local em uma ambulância do Samu com ferimento no rosto. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram a tentativa de homicídio, com tijolos sendo arremessados contra o carro de som onde ela se encontrava.

Em nota de repúdio publicada nas redes sociais, Iara Pimentel afirmou que o carro de som foi atingido por garrafas de vidro, tijolos e outros objetos. A vereadora foi levada para a Santa Casa, e o hospital informou que ela já recebeu alta.
Favorite o Termômetro da Política no Google e acompanhe as notícias mais importantes para o seu dia
Um trecho da nota diz: “É inadmissível que pessoas sejam agredidas por expressarem suas posições políticas. Nenhuma divergência política justifica a violência. A democracia pressupõe liberdade de manifestação, respeito às diferenças e o direito de participar da vida política sem medo de ameaças ou agressões”.
Os agressores não haviam sido identificados até a última atualização desta reportagem, mas usavam roupas amarelas, com bandeira do Brasil e com o número 22, alusivas à campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
O deputado federal Paulo Guedes também publicou uma nota de repúdio e cobrou apuração rigorosa do caso. Segundo ele, a caminhada já estava terminando quando o grupo passou pela avenida e foi atacado por apoiadores do PL. Ainda de acordo com o deputado, uma pedra atingiu o rosto da vereadora. Guedes afirmou também que manifestantes que estavam em motos foram agredidos com chutes.
“Nenhuma divergência política justifica a violência. O direito de manifestação é garantido pela democracia, e ninguém pode ser agredido por pensar diferente. Repudio veementemente esses atos de intolerância e cobro apuração rigorosa dos fatos e a responsabilização dos envolvidos”, afirmou o deputado.
O g1 solicitou informações sobre o caso às polícias Civil e Militar e aguardava retorno até a publicação desta reportagem.