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FGC inicia pagamento a investidores do Banco Master e alerta para riscos de golpes
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O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) anunciou neste sábado (17) o início do processo de pagamento aos investidores que possuíam CDBs do Banco Master. O ressarcimento começa dois meses após a decretação da liquidação extrajudicial das instituições do grupo: Banco Master S.A, Banco Master de Investimento S.A e Banco Letsbank S.A.

Estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro
Ressarcimento começa dois meses após a decretação da liquidação extrajudicial das instituições do Banco Master (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Os investidores devem acessar o aplicativo do FGC a partir das 9h30 deste sábado (17) para dar prosseguimento às etapas necessárias. “Concluída esta fase, o credor receberá o pagamento em até dois dias úteis, em uma conta de sua titularidade”, explicou Daniel Lima, diretor-presidente do FGC.

O FGC revisou os números e prevê desembolso total de R$ 40,6 bilhões para cerca de 800 mil investidores, valores inferiores às estimativas iniciais de R$ 41 bilhões e 1,6 milhão de pessoas. A cobertura mantém o limite de até R$ 250 mil por investidor e por instituição financeira. O fundo possui liquidez de R$ 125 bilhões.

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O diretor-presidente alertou para tentativas de fraude: “É importante que as pessoas estejam atentas às tentativas de golpe. Infelizmente, esse é um problema que afeta todo o sistema financeiro, e o processo de pagamento de garantias pelo FGC também pode ser alvo de criminosos”.

Pessoas físicas devem baixar o aplicativo da entidade, realizar o cadastro e aguardar notificações com orientações. Após manifestar interesse e assinar digitalmente o termo de solicitação, o valor será depositado em até dois dias úteis na conta indicada. Para pessoas jurídicas, o pedido deve ser concluído pelo site da instituição (www.fgc.org.br).

O FGC destacou que os recursos renderam apenas até 18 de novembro de 2025, data da liquidação. Desde então, os valores permaneceram “congelados” por dois meses sem remuneração. “O porte, os modelos operacionais e a qualidade dos processos e controles praticados pelas instituições liquidadas têm impactos relevantes sobre o tempo necessário para a conclusão dos trabalhos”, explicou Lima. Ele completou: “A equipe do liquidante, com apoio do time do FGC, trabalhou incansavelmente, dias, noites e finais de semana, para gerar os arquivos no menor tempo possível”.

Relembre o escândalo

A crise do Banco Master teve início após investigações sobre operações financeiras consideradas irregulares, levando o Banco Central a decretar a liquidação extrajudicial. Antes da medida, o controlador Daniel Vorcaro buscou vender a instituição, que acumulava passivo bilionário lastreado em ativos de baixa liquidez, como precatórios e participações em empresas em dificuldades. Uma tentativa de aquisição pelo Banco de Brasília (BRB) foi vetada pelo BC. Em seguida, foi anunciada a venda a um consórcio liderado pela Fictor Holding, mas a operação não se concretizou.

Pouco depois, Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no aeroporto de Guarulhos ao tentar embarcar em voo particular. A defesa negou tentativa de fuga. Na sequência, o Banco Central decretou a liquidação e nomeou um liquidante para encerrar operações, vender ativos e pagar credores.

As investigações se desdobraram em diferentes frentes. A Polícia Federal apura suspeitas de fraudes financeiras, desvios de recursos e eventual interferência em decisões regulatórias. Em fases recentes, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, com bloqueio e sequestro de bens e valores superiores a R$ 5,7 bilhões, além de apreensão de dinheiro em espécie.

O caso também chegou ao Tribunal de Contas da União, que questionou aspectos da liquidação, em gesto visto como ameaça à autonomia do BC. Parte das apurações tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal, por decisão do ministro Dias Toffoli, criticado pela condução da matéria.

Com informações do portal InfoMoney.

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