Geral - -
Mãe de bebê agredido em Campo Grande defendeu marido antes de prisão do casal: “Coloco a mão no fogo por ele”
Termômetro da Política
Compartilhe:

Um bebê de 1 ano e 8 meses deu entrada na Santa Casa de Campo Grande em estado grave, com sinais evidentes de agressão física grave e indícios de violência sexual, na terça-feira (28). O hospital acionou imediatamente o Conselho Tutelar da Região Norte, o que levou à prisão da mãe e do padrasto da criança. O casal é investigado por maus-tratos, estupro de vulnerável, lesão corporal e omissão de socorro.

Diligências posteriores do Conselho Tutelar revelaram que a criança não tinha acompanhamento regular de saúde
Diligências posteriores do Conselho Tutelar revelaram que a criança não tinha acompanhamento regular de saúde (Foto: Divulgação/Polícia Civil/MS)

Ainda no hospital, antes de ser presa, a mãe do bebê afirmou à conselheira tutelar Suellen Gomes que o companheiro não havia agredido a criança. “Olha, meu marido não fez nada com a criança, eu posso garantir, eu coloco a mão no fogo por ele que isso não aconteceu”, disse ela, segundo relato da conselheira.

A mãe alegou inicialmente que o bebê havia caído e batido a cabeça na parte da frente. Sobre as demais lesões, afirmou não saber explicar. Ela também negou qualquer agressão por parte do marido e disse que a criança era bem cuidada.

Leia também
Perícia particular aponta estrangulamento com fio de fone de ouvido e contradiz laudo oficial de suicídio de PC Siqueira

Ao ser questionada sobre o tratamento de uma suposta gripe, a mãe disse que havia levado o bebê ao médico, mas mudou a versão após a conselheira mencionar que os atendimentos são registrados. “Não, eu só fiquei na triagem. Fiquei na triagem, depois da triagem eu fui embora, porque estava muito cheio, então eu acabei não passando pro atendimento”, relatou a conselheira.

A conselheira Suellen Gomes destacou que as respostas eram vagas e apresentavam omissões. “As informações não batiam. Isso nos deixou preocupados”, afirmou.

A mãe informou ainda que trabalhava e que, durante esse período, o bebê ficava sob os cuidados do padrasto. Segundo ela, o casal organizava os horários para que sempre houvesse um adulto com a criança. Questionada sobre a possibilidade de agressão, negou qualquer envolvimento dela ou do companheiro e disse não saber quem poderia ter causado as lesões.

Diligências posteriores do Conselho Tutelar revelaram que a criança não tinha acompanhamento regular de saúde. A vacinação estava pendente e só foi atualizada em janeiro de 2026, quando o bebê foi inscrito em um projeto. Não havia registros frequentes de consultas médicas.

Diante da gravidade do caso, o Conselho Tutelar comunicou o fato ao Ministério Público, que determinou o acolhimento institucional imediato. A criança está atualmente sob tutela do Estado.

Vizinhos relataram à polícia que sabiam da violência sofrida pela criança, mas não denunciaram. Um deles afirmou: “Essa criança realmente sofria maus-tratos, mas eu não denunciei porque não tinha provas”.

A mãe e o padrasto permanecem presos enquanto a investigação prossegue.

Com informações do portal g1.

Compartilhe:
Palavras-chave
campo grande