A ex-diarista Denise Bastos afirmou que a influenciadora Deolane Bezerra mantinha grandes quantias de dinheiro espalhadas pela casa e pela residência de um dos filhos. Em entrevista ao Jornal da Record, ela mostrou imagens de pilhas de notas guardadas em estantes e relatou que a presença constante de dinheiro gerava desconfiança entre os funcionários.

“Tinha (dinheiro) espalhado pela casa. Montantes nas estantes, em cima das escrivaninhas, nos quartos, nas gavetas. A gente por ser empregada, a gente pensa que é teste, que está deixando ali para ver se não vai pegar, se não vai roubar”, disse Denise.
Segundo a ex-funcionária, Deolane a acusou de ter roubado R$ 80 mil e enviou ameaças. Em áudio atribuído à influenciadora e compartilhado por Denise, ela teria dito: “Vai lá onde você guardou, pega e traz na minha casa. Devolve e segue a sua vida, porque se não, você me aguarde”.
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Denise Bastos nega as acusações e afirma que foi alvo de intimidações, inclusive por meio de mensagens de um homem supostamente ligado ao crime organizado. Em um dos áudios encaminhados a ela, o interlocutor teria afirmado: “O dinheiro é oriundo do crime, eles lavam dinheiro para nós. Então, ‘nós quer’ resolver da melhor maneira. ‘Nós não vai’ pôr política porque ‘nós é’ o crime, mas ‘nós resolve’ do nosso jeito”.
Atualmente, Denise processa Deolane Bezerra por imputação falsa de crime, calúnia e ameaça.
Enquanto isso, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, negou pedido de liberdade apresentado pela defesa da influenciadora. Na decisão, Dino entendeu que o STF não é a instância adequada para analisar a prisão preventiva decretada em primeiro grau.
“Observo que o ato atacado consiste em decisão proferida em primeiro grau de jurisdição, contra a qual cabível meio adequado de impugnação, observados seus pressupostos de admissibilidade”, escreveu o ministro.
Ele também afirmou não ter identificado ilegalidade na manutenção da prisão. “De qualquer maneira, ainda que superado referido óbice, não detecto manifesta ilegalidade ou teratologia hábil à concessão da ordem de habeas corpus de ofício. Ante o exposto, nego seguimento à presente reclamação”, concluiu.
Deolane Bezerra foi presa preventivamente na quinta-feira (21), durante a Operação Vérnix, que investiga lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo as investigações, valores da facção eram depositados em contas ligadas a ela e posteriormente devolvidos ao grupo criminoso. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em nome da influenciadora.
Com informações de O Globo.