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Pitbull reage por instinto e protege idoso de agressões do filho em São José do Rio Preto
Termômetro da Política
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Um pitbull chamado Iron salvou um idoso de 69 anos ao intervir durante uma agressão praticada pelo próprio filho da vítima, de 44 anos, na tarde de 29 de maio, em São José do Rio Preto (SP). O animal agiu de forma instintiva, segundo avaliação de veterinário, e acabou ferido no confronto. O caso completou uma semana nesta sexta-feira (5), com o suspeito preso e o cão já recuperado.

Animal agiu de forma instintiva, segundo avaliação de veterinário, e acabou ferido no confronto
Animal agiu de forma instintiva, segundo avaliação de veterinário, e acabou ferido no confronto (Foto: Reprodução)

O incidente ocorreu quando o homem chegou alterado à casa do pai e pediu a chave do imóvel. Diante da negativa, ele demonstrou comportamento agressivo e desferiu um soco contra o idoso. O neto da vítima, que mora nos fundos da residência, decidiu soltar o cachorro para conter o agressor. O pitbull avançou contra o suspeito, que reagiu com uma faca e um garfo, atingindo tanto o animal quanto o idoso.

De acordo com o médico veterinário Eduardo Baldão Fachini, de 42 anos, a reação do cão foi motivada por laços afetivos e defesa territorial. “Ele agiu por instinto de proteção e de defesa ao idoso e pela relação de ambos, além da defesa do território dele. Acredito que o cão em questão tem boa ligação com o senhor e com o neto, não tendo o mesmo respeito pelo suspeito”, explicou.

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O idoso conseguiu se esconder no banheiro e acionar a polícia. O suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal e maus-tratos contra animais. A Polícia Ambiental aplicou multa de R$ 3 mil ao investigado. O idoso relatou que o filho faz uso de entorpecentes e já havia apresentado comportamento agressivo em outras ocasiões.

O pitbull, ferido durante a ação, foi atendido em uma clínica veterinária e recebeu alta no dia 30 de maio, retornando para casa. O idoso também sofreu ferimentos, mas está fora de perigo.

Eduardo Baldão Fachini reforçou que os cães, por natureza, tendem a proteger o grupo com o qual convivem. “Os cães são animais extremamente sociáveis e vivem predominante em grupos, conhecidos como alcateias, tanto em vida livre quanto em nossos lares. Por isso, eles nos consideram parte de sua alcateia. Em nossas casas, os animais tendem a criar laços fortes com quem os alimenta e lhes dá carinho, agindo sempre em defesa e proteção dos membros da casa”, pontuou.

Sobre a raça, o veterinário afastou a ideia de agressividade inerente. “Na verdade, não considero uma raça agressiva. A grande maioria deles é extremamente dócil no convívio com os humanos e outros animais. O problema acontece quando as pessoas que não têm experiência com cães de guarda, não os educam nem os socializam adequadamente. Isso gera acidentes e uma repercussão negativa muito alta e relacionada à raça”, disse.

O pitbull surgiu do cruzamento entre buldogue e terrier, originando a bull terrier. Nos Estados Unidos, esses animais foram usados em rinhas de touros, o que influenciou cruzamentos seletivos com os mais combativos. O caso de Iron, no entanto, destacou o lado protetor do animal, que agiu para defender o idoso mesmo sem ser seu tutor direto.

Com informações do portal g1.

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