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Lojistas enfrentam prejuízo com camisas da seleção encalhadas após eliminação precoce na Copa do Mundo
Termômetro da Política
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A eliminação do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 gerou impacto direto no comércio de produtos da seleção. Comerciantes que investiram em estoque de camisas verde-amarelas relatam dificuldade para vender as peças após a derrota para a Noruega, com mercadoria parada e capital imobilizado.

Comerciantes esperam que camisas encalhadas sejam vendidas no período eleitoral; até lá, capital de giro fica preso
Comerciantes esperam que camisas encalhadas sejam vendidas no período eleitoral; até lá, capital de giro fica preso (Foto: Reprodução/Instagram)

Nas redes sociais, vendedores compartilharam vídeos mostrando pilhas de camisas encalhadas e expressando preocupação com o dinheiro aplicado na expectativa de uma campanha mais longa da seleção. A procura, que se manteve aquecida durante a fase de grupos, caiu bruscamente após a saída precoce do time.

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Em Rio Verde, Goiás, a loja Arcanjo Multimarcas ficou com cerca de 300 camisas da seleção sem venda. O responsável, Arno Turczinski Filho, esperava faturar pelo menos R$ 30 mil com o lote caso o Brasil avançasse além das oitavas. Segundo ele, restam aproximadamente R$ 20 mil em capital de giro parado. “Essas camisas não vão ser vendidas agora. Então, esse dinheiro vai ficar parado. Esse é o prejuízo. Não consigo calcular ainda, porque tenho que ver por quanto vou vender e quanto tempo vai ficar parado. Mas são R$ 20 mil de capital de giro parado”, afirmou.

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A estratégia da loja agora é aguardar um momento de maior demanda por itens com as cores nacionais, como o período eleitoral, para tentar escoar o estoque.

Outro comerciante, Rodrigo Reis, dono de uma loja virtual especializada em camisas de time, também sentiu os efeitos da eliminação. Ele investiu recursos próprios, parte via cartão de crédito e parte com empréstimos, acreditando em uma boa performance da seleção. Atrasos na importação agravaram o problema: apenas parte da mercadoria chegou a tempo de ser vendida durante a Copa. Cerca de 15 camisas ficaram sem compradores, e outras 15 permanecem retidas aguardando pagamento de taxa de importação.

No total, Rodrigo estima que cerca de 30 peças ficaram paradas, representando um faturamento esperado de aproximadamente R$ 7 mil. Para mitigar o impacto, ele reinvestiu parte do dinheiro em camisas de times locais, com o objetivo de quitar dívidas. “Eu mesmo fiz o investimento acreditando em uma virada de chave. Hoje, vivo um processo de recuperação”, disse. Ele ainda destacou o peso além das contas: “Fica o prejuízo mental, psicológico. Existia uma expectativa de que eu faturaria um ‘valor X’ nesta Copa e, infelizmente, eu não faturei. Isso acabou gerando mais trabalho, porque agora tenho outro lote de camisas que preciso vender para custear os meus débitos”.

Com informações do portal UOL.

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