Um projeto de robótica desenvolvido por estudantes da Escola Municipal Aruanda, em João Pessoa, nasceu da busca por uma solução para problemas ambientais e urbanos e acabou reconhecido nacionalmente. A equipe Lego Explorers recebeu menção honrosa no Prêmio Promovendo a Mobilidade por Bicicletas no Brasil, após desenvolver uma proposta que relaciona arborização, redução do desconforto térmico e mobilidade ativa. À frente do acompanhamento dos estudantes, a professora Pryscilla Oliveira explica que o projeto começou dentro da preparação para competições de robótica. O grupo precisava desenvolver uma solução inovadora relacionada ao tema “Bio 4.0”, com foco no bioma Mata Atlântica.

A partir de pesquisas e discussões em sala de aula, os alunos passaram a identificar problemas ambientais que poderiam ser enfrentados com tecnologia. O processo também contou com a participação de especialistas, que ajudaram os estudantes a diferenciar problemas existentes daqueles considerados mais urgentes.
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Foi nesse momento que entrou a professora Andréa Porto Sales, do projeto de extensão Pedagogia Urbana, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Segundo Pryscilla, a parceria ajudou o grupo a identificar um problema diretamente relacionado à realidade urbana: o desconforto térmico provocado pela falta de arborização em áreas destinadas à mobilidade por bicicleta.
Para Pryscilla, acompanhar os alunos durante o desenvolvimento significa atuar como mentora em cada etapa do projeto. Os estudantes têm aulas semanais e passam por um processo que envolve pesquisa, planejamento, criação do protótipo, testes e análise dos resultados.
A etapa de construção do protótipo foi apontada pela professora como a mais difícil. Isso porque cada teste pode revelar uma nova falha ou necessidade de ajuste, obrigando os estudantes a voltar ao projeto e buscar novas alternativas.
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“A parte mais desafiadora é a construção da solução inovadora, porque a gente nunca sabe se ela vai, de fato, solucionar o problema real. Então, a gente faz um teste, identifica um problema na solução, faz o teste novamente e, às vezes, encontra outro problema. Sem dúvida, a parte tecnológica é a mais desafiadora e difícil. É também a etapa que demanda mais trabalho, tempo, dedicação e estudo dos meninos. Então, o maior desafio é justamente a construção e a criação de um protótipo funcional que consiga resolver o problema real”, disse em ao Termômetro da Política.
O trabalho já rendeu resultados importantes. A equipe conquistou o primeiro lugar no Torneio Pernambucano de Robótica, na categoria Inove, e avançou para a etapa regional da First Lego League Challenge. O projeto também recebeu menção honrosa em um prêmio nacional voltado à mobilidade por bicicleta.
Agora, a prioridade é aperfeiçoar a solução. Os estudantes pretendem ampliar os testes, construir um banco de dados, realizar a identificação das espécies de árvores e melhorar a plataforma criada para estimular a participação da comunidade na arborização urbana. A entrega das premiações está prevista para outubro, e os vencedores principais terão a oportunidade de participar de uma imersão nos Países Baixos.