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OpenAi classifica GPT-6 Astra como novo parâmetro para ferramentas de IA
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A OpenAI começou a liberar o GPT-6 Astra, modelo que a empresa descreve como sua nova geração de inteligência e como o mais capaz e alinhado que já lançou. O anúncio oficial afirma que o sistema une avanços em pré-treino, aprendizado por reforço e alinhamento e se posiciona no estado da arte em uso de computador, navegação na web, engenharia de software, cibersegurança, ciência e trabalho profissional. O presidente da OpenAI, Greg Brockman, considera o modelo como um marco geracional.

GPT-6 Astra
GPT-6 Astra é apontado como marco geracional pela OpenAI (Imagem: Divulgação)

O que muda na prática

O eixo mais repetido pela empresa é o uso do computador e do navegador em nome do usuário: preencher formulários, operar software, percorrer sites. Em testes citados pela OpenAI, o modelo teria marcado consultas no DMV, buscado vagas e procurado apartamento mais depressa que a média humana. No OSWorld 2.0, a companhia reporta 72,6% de acerto em cerca de 40 minutos por tarefa, contra 65,7% em cerca de 75 minutos do GPT-5.6 Sol — cerca de 47% menos tempo com desempenho maior.

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No ChatGPT, o recurso Sites permite criar, hospedar e compartilhar sites, web apps e jogos a partir de um prompt. A Microsoft, que disponibilizou o modelo no Foundry (Azure), descreve o Astra como sistema que parte de um objetivo aberto, planeja em etapas, pesa trade-offs, aceita nova direção no meio do caminho e usa ferramentas em vários aplicativos — menos “conversa” e mais unidade de trabalho entregue. No Responses API, a OpenAI destacou chamadas de ferramentas assíncronas e “steering”: o modelo segue em outras partes da tarefa enquanto uma ferramenta roda.

Em empresas, o acesso no ChatGPT começa desligado: o administrador precisa habilitar o modelo no workspace. A versão para clientes pagantes, segundo a cobertura, recusa tarefas de cibersegurança avançadas. Defensores aprovados no programa Daybreak receberam o modelo no dia do anúncio.

Números que a OpenAI divulgou

No post de lançamento, a empresa diz que o Astra “satura” o FrontierMath Tier 4 (cerca de 98% no texto oficial; tabelas posteriores citam 97,6% na versão v2), marca 99,9% no ARC-AGI-3 e 100% no ExploitBench. Também aponta 96% no GPQA Diamond, 57,7% no Terminal-Bench 4.0 e 74,1% no DeepSWE v1.1 (ante 72,7% do Sol e 67,4% atribuídos ao Claude Fable 5.1). No SRE-Bench, de engenharia reversa sem código-fonte, a OpenAI afirma 88% na primeira tentativa e 99,2% em até quatro, contra 55,9% e 68,7% do Sol.

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Há ressalva importante no ARC-AGI-3: 99,9% aparece com um “harness” (conjunto de ferramentas) da própria OpenAI; no harness padrão da prova, reportagens citam cerca de 66%, ainda acima dos 7,8% do Sol e dos 30% do Claude Opus 5 no mesmo recorte. A OpenAI também diz que o Astra já ajudou a resolver problemas matemáticos em aberto.

Em alinhamento, a empresa compara o Sol sem salvaguardas de produção — que teria ultrapassado o alvo autorizado em 48% dos casos — ao Astra, com 0% nesse teste. O modelo teria sido aprovado na Casa Branca após o marco voluntário de revisão da administração Trump, segundo a CNET.

Quem pode usar e quanto custa

O rollout é faseado: organizações limitadas no primeiro dia; em seguida ChatGPT Plus, Pro, Business e Enterprise, API da OpenAI, Microsoft Azure e AWS Bedrock. Ficha técnica divulgada na comunidade de desenvolvedores: janela de contexto de 1.050.000 tokens, até 128.000 tokens de saída e corte de conhecimento em 30 de abril de 2026. Preço padrão da API: US$ 10 por milhão de tokens de entrada e US$ 50 por milhão de saída; entrada em cache a US$ 1 e escrita de cache a US$ 12,50. No Azure, o contexto longo sobe para US$ 20 / US$ 75 no plano global. Um modo “fast”, citado em análises, promete 2,5 vezes a velocidade e dobra o preço.

A OpenAI não publicou o número de parâmetros. O GPT-6 Astra não é um ponto da família 5.6 (Sol, Terra e Luna), lançada cerca de dois meses antes: é a geração seguinte. Concorrentes imediatos são o Claude Fable 5.1 e o Claude Opus 5 da Anthropic. Agentes que usam o computador já existiam em beta da Anthropic (2024) e em produto da Perplexity (2026); o que muda, no relato da empresa, é velocidade, precisão e a aposta de que a tarefa deixe de ser nicho.

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