A Nasa apresentou um mapa tridimensional da Terra em um formato diferente do usual. A nova representação, chamada GOCO06, é menos simétrica porque utiliza como critério o campo gravitacional do planeta, que varia conforme a região.

O mapa divulgado pela agência espacial dos Estados Unidos retrata um geoide. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil, trata-se da “superfície equipotencial do campo gravitacional da Terra”, considerando o mar sem movimentação, ou seja, sem influência de marés, ventos e correntes marítimas.
Essa representação também leva em conta a massa de rochas, magma e água acumuladas sob a superfície. Por isso, o GOCO06 não mostra a aparência externa do planeta, mas ilustra as diferentes forças de atração na Terra.
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Em áreas de maior concentração de massa, como a cordilheira dos Andes ou o Himalaia, o campo gravitacional é mais intenso e aparece em vermelho no mapa. Já em regiões de menor densidade, como o Oceano Índico ou a bacia do Rio Congo, a força de atração é menor e é representada em azul. A distribuição dos materiais nas profundezas da Terra também influencia os cálculos, e não apenas o que se observa na superfície.
Para produzir a imagem, a Nasa utilizou dados coletados ao longo de 15 anos por 19 satélites. O GOCO06 combinou informações das observações da missão GOCE, da Agência Espacial Europeia (ESA), e do programa Grace, desenvolvido pela agência espacial dos EUA em parceria com o Centro Aeroespacial Alemão.
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O satélite da missão GOCE foi lançado em 2009 e permaneceu mais de quatro anos em órbita mapeando a gravidade terrestre. Já o programa Grace empregou satélites gêmeos lançados em 2002. As espaçonaves idênticas, que voavam a 220 quilômetros de distância uma da outra, mediram o campo gravitacional da Terra por 13 anos.
Com informações do portal Veja.