A atriz Solange Couto, de 69 anos, participante do grupo Camarote no Big Brother Brasil 26 (BBB26), gerou polêmica ao compartilhar uma informação falsa sobre o Bolsa Família durante uma conversa com outros confinados na casa. No primeiro dia do reality show da TV Globo, Couto relatou um episódio supostamente presenciado por ela: “Vi uma pessoa de poder no país, essa distância que a gente está da porta, uma garota dizendo assim: ‘dona fulana, passei para a quinta série, quero completar, aqui na cidade não tem’. A pessoa virou e disse assim para a menina, que tinha 13 ou 14 anos, não vou dizer o nome do benefício: ‘Você tem benefícios? Porque é melhor você ter filhos do que estudar’.”

A declaração, interpretada como uma alusão ao Bolsa Família, foi classificada como desinformação por veículos de imprensa e pelo próprio governo federal, que rebateu nas redes sociais: “O BBB voltou e tá na boca do povo. Mas ao contrário do que disseram no programa, o Bolsa Família não tira ninguém da escola.” O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) enfatizou que o programa exige frequência escolar mínima de 85% para crianças e adolescentes de 6 a 15 anos, e 75% para jovens de 16 a 18 anos, como condição para o recebimento do benefício.
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Solange Couto, conhecida por papéis em novelas como “Sinhá Moça” (1986) e “Da Cor do Pecado” (2004), é estreante no BBB e integra o grupo Camarote do BBB26, composto por celebridades. Sem participações anteriores no reality, ela tem se destacado por comentários sobre temas sociais, mas sua fala sobre o Bolsa Família repercutiu negativamente, com críticas por perpetuar estigmas contra beneficiários. A equipe da atriz, em nota, defendeu que ela não deturpou o programa, mas criticou um suposto conselho inadequado dado a uma menor.
O Bolsa Família, criado em 2003 e relançado em 2023 com atualizações, é um programa de transferência de renda condicionada que beneficia cerca de 21 milhões de famílias em situação de pobreza e extrema pobreza no Brasil. Além da frequência escolar, exige acompanhamento de saúde (vacinação e pré-natal) e não incentiva o abandono dos estudos; ao contrário, dados oficiais mostram que a taxa de natalidade entre beneficiárias caiu acima da média nacional, e a frequência escolar aumentou desde sua implementação. Em 2025, o valor médio do benefício foi de R$ 686 por família, com foco em combater a desigualdade e promover a inclusão social.