O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (Republicanos), afirmou que o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), conduzido por ele em 2016, foi decisivo para a ascensão da direita no Brasil e para a eleição de Jair Bolsonaro à Presidência da República em 2018.

Em entrevista ao jornal O Tempo, Cunha, que é pré-candidato a deputado federal por Minas Gerais, reforçou que não se arrepende da decisão de abrir o processo contra Dilma e disse que faria tudo novamente, talvez até mais rápido.
“Se eu não tivesse feito o impeachment, não teria existido (Jair) Bolsonaro presidente da República, e nenhum desses expoentes da direita que aí estão teriam hoje alguma proeminência”, declarou.
Cunha sustentou que foi o único responsável por tirar o PT do poder.
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“Quem tirou o PT do poder? O único fui eu. Pode falar o que quiser […] Sem o meu ato, nada teria ocorrido”, afirmou.
Segundo ele, ainda hoje é parado nas ruas para tirar fotos e receber cumprimentos pela condução do impeachment. De cada dez opiniões que escuta sobre o tema, apenas uma seria desfavorável.
O ex-deputado citou os baixos índices de aprovação de Dilma na época como um dos fatores que contribuíram para o desfecho do processo. Ele também confirmou que pretende usar sua atuação à frente da Câmara em 2016 como principal trunfo na campanha para retornar à Casa neste ano.
“Eu teria feito talvez mais rápido o impeachment. Eu não me arrependo de nada”, destacou Cunha.
Bolsonaro foi eleito presidente em 2018 ao derrotar Fernando Haddad (PT) e governou até 2022, quando perdeu a reeleição para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para Cunha, o impeachment de Dilma foi o marco inicial que mudou o rumo da política brasileira e abriu espaço para a força atual da direita no país.
Com informações do portal InfoMoney.