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Cármen Lúcia propõe brigadas eleitorais para proteger candidatas mulheres contra violência política de gênero
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A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, defendeu nesta semana a criação de brigadas eleitorais específicas para candidatas mulheres nas eleições de outubro. A sugestão foi apresentada durante aula magna na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), cujo tema foi “Violência contra a mulher: desafios contemporâneos e caminhos para o enfrentamento”.

Ministra Cármen Lúcia marcou eleição simbólica para a próxima terça
Ministra Cármen Lúcia considera medida como necessária para interromper o ciclo de violência política contra mulheres (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

A ministra argumentou que a medida é necessária para interromper o ciclo de violência política e evitar desfechos mais graves. “Que nós criemos também brigadas eleitorais para mulheres candidatas, porque, se a gente não criar, teremos cada vez mais violência sendo praticada. Estou propondo até pela minha experiência como presidente do TSE nas eleições de 2024, que a gente comece criando, como temos a brigada Maria da Penha, que é acionada imediatamente para evitar um pior desfecho”, explicou.

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Cármen Lúcia enfatizou ainda a necessidade de uma mudança cultural profunda para combater o feminicídio e garantir o pleno respeito aos direitos fundamentais das mulheres, sem a constante ameaça da violência.

A proposta surge em um contexto em que a ministra não presidirá o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições deste ano. Em abril, ela antecipou a eleição para o novo comando da Corte, que escolheu, por votação simbólica, o ministro Kassio Nunes Marques como presidente e o ministro André Mendonça como vice. A escolha seguiu o critério de antiguidade entre os ministros do STF que integram o TSE, com uso de urna eletrônica.

Kassio Nunes Marques assume o comando do tribunal eleitoral com o desafio autoimposto de reduzir a tensão política em meio à crescente polarização entre direita e esquerda nas urnas.

Com informações do portal InfoMoney.

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