O prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, comunicou a correligionários nesta terça-feira (12) que está retirando seu apoio à pré-candidatura da deputada Benedita da Silva ao Senado pelo Rio de Janeiro.

A manifestação ocorreu em um grupo de WhatsApp da Executiva nacional do PT, após outros dirigentes apresentarem proposta de intervenção do diretório nacional na escolha dos suplentes da chapa de Benedita. A Comissão Executiva Nacional acatou a proposta e reivindicou o direito de indicar os nomes.
Em nota, o presidente do PT, Edinho Silva, informou que “a medida suspende as deliberações da direção estadual nesse ponto específico” e concluiu que “Com essa decisão, a CEN reitera a importância da unidade partidária na construção de uma chapa forte para o projeto da reeleição do Presidente Lula no RJ”.
A proposta da Executiva nacional previa que a decisão fosse tomada pelo diretório nacional, suspendendo “qualquer deliberação das instâncias estaduais sobre esse ponto específico”. A medida atingiria diretamente Quaquá, que detém maioria no diretório estadual do PT no Rio e resistia à indicação do ex-presidente da Casa da Moeda, Manoel Severino, como primeiro suplente.
Após o início da votação da intervenção, Quaquá escreveu no grupo: “Estou cagando para a suplência. Mas não contem comigo para a eleição dela (Benedita). Não vou botar minhas digitais nessa burrice”.
Em seguida, completou: “A resolução está prejudicada porque o PT do Rio se retira da decisão e deixa a cargo da Benedita a eleição dela e a capitania hereditária que vocês estão criando”.
Quaquá pretendia indicar dois aliados como suplentes de Benedita: o vereador carioca Felipe Pires e o cantor gospel Kleber Lucas. Ele argumentou que Severino é um nome “envolvido em escândalos”, o que poderia prejudicar a própria candidatura de Benedita e a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Benedita da Silva, por sua vez, afirmou ter o “direito de decidir” a composição de sua chapa.
A proposta de intervenção da Executiva nacional mencionava a “importância de garantir a unidade partidária na construção de uma robusta chapa majoritária” no Rio e a exigência de que as “táticas estaduais devem se submeter às diretrizes da direção nacional do partido”. Embora integre a corrente CNB, que comanda o diretório nacional, a posição de Quaquá de contrariar as decisões de Benedita não conta com apoio majoritário na Executiva do PT.
A candidatura de Benedita ao Senado integra a aliança construída em torno do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), pré-candidato ao governo estadual em 2026. Ainda não há definição sobre qual será a segunda candidatura desse grupo ao Senado, que tem duas vagas em disputa por estado.
Com informações do portal O Globo.