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Gaeco deflagra operação contra descontos irregulares na folha de servidores do GDF e mira BRB e PicPay
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O Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) deflagrou nesta sexta-feira (19) uma operação contra descontos irregulares realizados na folha de pagamento de servidores do governo do Distrito Federal. A ação tem como alvos o Banco de Brasília (BRB), a empresa PicPay, a Secretaria de Economia do GDF, a Associação dos Servidores Públicos do DF e o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev).

Operação foi motivada por uma inspeção do Tribunal de Contas, que identificou descontos de R$ 81 milhões realizados pela PicPay nos salários de servidores do GDF entre 2024 e 2025
Operação foi motivada por uma inspeção do Tribunal de Contas, que identificou descontos de R$ 81 milhões realizados pela PicPay nos salários de servidores do GDF entre 2024 e 2025 (Foto: Divulgação/MPDFT)

Além das instituições, são alvos da operação o CEO da PicPay, Eduardo Chedi, o diretor da empresa Eduardo Chedid Simões e o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. Agentes do Gaeco cumprem mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em Curitiba e em São Paulo.

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A operação foi motivada por uma inspeção do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), que identificou descontos de R$ 81 milhões realizados pela PicPay nos salários de servidores do GDF entre 2024 e 2025. A ação é coordenada pela Vice-Procuradoria-Geral de Justiça e pela Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor, com participação do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que determinou auditoria e trocou todos os gestores desde que assumiu o cargo. “Desde quando assumi, nós determinamos auditoria e trocamos todos os gestores e todas as informações foram repassadas aos órgãos competentes. Esperamos que tudo seja esclarecido e que os responsáveis sejam punidos”, declarou.

Em nota, o PicPay informou que “não reconhece qualquer irregularidade nas operações mencionadas e rejeita a alegação de cobrança indevida”. A empresa acrescentou que “seus produtos e serviços são estruturados e ofertados em conformidade com as normas vigentes, submetidos a rigorosos mecanismos de controle e supervisão. O valor antecipado era disponibilizado diretamente no cartão do cliente, mediante solicitação realizada no aplicativo, sem intermediários ou associações, e sem cobrança nessa modalidade”.

A Secretaria de Economia do GDF declarou que “a operação tem como objetivo a conduta de agentes públicos e não a atuação institucional da pasta”. A pasta informou ainda que está “colaborando integralmente com as autoridades responsáveis pela investigação, garantindo pleno acesso às instalações e prestando todo o apoio necessário para o cumprimento das diligências e a coleta dos materiais solicitados”.

Com informações da CNN.

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