Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (15) pelo Instituto Quaest mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 45% das intenções de voto contra 37% do senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno da eleição presidencial. A vantagem do petista é de oito pontos percentuais.

O levantamento é o primeiro desde dezembro de 2024 em que a aprovação do governo Lula supera numericamente a desaprovação: 48% dos entrevistados aprovam a gestão e 47% a reprovam. A avaliação positiva e negativa do trabalho do presidente empatam em 36% cada, enquanto 26% consideram o desempenho regular.
Em relação aos meses anteriores, Lula oscilou de 44% em junho para 45% agora, enquanto Flávio Bolsonaro caiu de 38% para 37%. Em maio, o presidente marcava 42% e o senador, 41%. Em abril, Flávio chegou a liderar numericamente com 42% contra 40% de Lula. Em março, ambos empatavam em 41%.
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“Em um eventual cenário de 2º turno, a vantagem de Lula para Flávio seria de 8 pontos percentuais, oscilou 2 pontos positivamente no último mês”, afirmou o diretor da Quaest, Felipe Nunes.
O instituto testou quatro cenários de segundo turno. Em todos, Lula venceria. A menor diferença aparece contra Flávio Bolsonaro. A mais folgada é contra Renan Santos, do Missão, com doze pontos de vantagem. “Mesmo com esse desgaste [causado pela briga entre Flávio e Michelle Bolsonaro] nenhum outro nome aparece mais competitivo que Flávio contra Lula”, observou Felipe Nunes.
A pesquisa também captou os efeitos de dois episódios recentes: o vídeo em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro expõe desavenças com Flávio e a operação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner (PT), aliado de Lula. Sobre o vídeo, 51% dos entrevistados disseram não ter conhecimento do conteúdo e 49% afirmaram estar informados. Para 45%, Michelle acertou ao divulgar as imagens; 38% consideram que ela errou.
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Entre os eleitores que se identificam como de direita, mas não bolsonaristas, 35% acham que Michelle acertou. Entre os bolsonaristas, esse índice cai para 20%. Além disso, 42% dos entrevistados dizem concordar mais com a ex-primeira-dama do que com o senador, enquanto 18% se alinham mais a Flávio.
“Toda essa confusão dentro da família acabou provocando uma reação que parece afastar o potencial eleitor independente do Flávio: diminuiu de 33% para 29% a percepção de que Flávio é mais moderado que sua família”, apontou Felipe Nunes.
Sobre a operação contra Jaques Wagner, 54% dos eleitores disseram não estar informados. Para 61%, o senador agiu de forma errada. Na avaliação de 37%, a investigação afeta muito negativamente a campanha de Lula; outros 25% consideram que impacta um pouco e 22% não veem efeito negativo.
No cenário de primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto, seguido de Flávio Bolsonaro (28%), Ronaldo Caiado (PSD) com 4%, Renan Santos com 3% e Romeu Zema (Novo) com 2%. Branco, nulo ou não iria votar somam 11%, e indecisos, 8%.
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-07181/2026.
Com informações do portal g1.