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Operação da Polícia Civil e MPRJ mira lavagem de R$ 100 milhões do tráfico e investiga ligação com a Al-Qaeda
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A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro deflagraram, na manhã desta quarta-feira (15), a Operação Hawala contra um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado pelo menos R$ 100 milhões provenientes do tráfico de drogas. Até o momento, 10 pessoas foram presas e 38 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em endereços no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Foz do Iguaçu.

Dez pessoas foram presas e 38 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos (Foto: Reprodução)

“Durante as apurações, os agentes identificaram uma possível conexão com um integrante de uma estrutura de financiamento da organização terrorista Al-Qaeda”, afirmou a Polícia Civil.

De acordo com as investigações, o esquema prestava serviços ao Terceiro Comando Puro (TCP) e ocultava recursos ligados ao Comando Vermelho (CV) e ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A Al-Qaeda é uma rede terrorista internacional criada por Osama bin Laden no final dos anos 1980 e ficou conhecida pelos ataques de 11 de setembro de 2001 às Torres Gêmeas de Nova York.

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A operação é conduzida pela Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), e por promotores do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ). A 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Tribunal de Justiça do RJ determinou medidas cautelares de bloqueio de ativos financeiros e indisponibilidade de bens e participações societárias.

O Gaeco denunciou 22 pessoas no total. O juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira aceitou integralmente a denúncia, tornando todos os investigados réus.

Os presos
Ali Alfakih
Barbara de Oliveira Rosa
Bárbara Luzia Souza de Carvalho
Kassem Zayoun
Lucas Gabriel Vidal
Reda Zayoun
Samuel Morais da Hora
Thierry Martins Lourenço Ribeiro
Yago Jorge de Souza Daniel
Yasser Zayoun

A investigação teve início na Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), que identificou uma “multimarcas” sediada no Complexo do São Carlos e vinculada à cúpula do TCP. A empresa vendia produtos falsificados e recebia eletrônicos roubados. Ao rastrear os responsáveis pela firma, os agentes descobriram uma rede de dezenas de empresas de fachada distribuídas em diferentes estados e criadas para escoar o dinheiro do tráfico. O grupo também utilizava o smurfing, com depósitos fracionados em espécie para burlar mecanismos de controle.

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Durante as diligências, foi identificado um núcleo de empresários de origem libanesa apontado como responsável por ampliar a circulação interestadual e internacional dos recursos ilícitos. “As investigações também identificaram elementos que indicam a atuação de integrantes desse núcleo na região conhecida como Tríplice Fronteira (Brasil-Paraguai-Argentina), área que, segundo organismos nacionais e internacionais de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo, é historicamente monitorada como um importante polo de operações financeiras e logísticas de grupos terroristas”, disse a polícia.

Os agentes também localizaram uma relação comercial entre uma empresa vinculada aos investigados e um indivíduo sancionado pelo Office of Foreign Assets Control, órgão do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. “De acordo com as informações levantadas, esse indivíduo integra uma estrutura de financiamento da organização terrorista Al-Qaeda. Esse vínculo será aprofundado a partir da análise das provas apreendidas durante a operação”, declarou a Polícia Civil.

O secretário da Fazenda e Planejamento, Samuel Kinoshita, afirmou em nota que “cada real desse número é um ilícito identificado, interrompido ou desestimulado. Constituir o crédito é o começo do devido processo, não dinheiro em caixa: quem quiser regularizar tem porta aberta, inclusive pelo Resolve Já; quem quiser discutir terá todas as garantias. O que não haverá é vantagem para quem frauda”.

Com informações do portal g1.

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