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Feminicídios sobem 4% em 2025 e atingem maior proporção desde 2015, mesmo com queda nas mortes violentas no Brasil
Termômetro da Política
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Apesar da redução geral nas mortes violentas intencionais no país, os feminicídios registraram alta de 4% em 2025 e alcançaram o maior percentual de assassinatos de mulheres motivados por gênero desde a inclusão do crime no Código Penal, em 2015. Os dados constam da 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada nesta quinta-feira (23).

Em 2025, 44,4% das mulheres assassinadas no Brasil foram mortas por razões de gênero (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

No ano passado, 44,4% das mulheres assassinadas no Brasil foram mortas por razões de gênero. Em números absolutos, 1.571 mulheres foram vítimas de feminicídio — o equivalente a 4,3 mortes por dia. A taxa nacional chegou a 1,4 vítima por grupo de 100 mil mulheres.

As tentativas de feminicídio também avançaram. O Anuário contabilizou 4.189 mulheres sobreviventes, aumento de 5,9% em relação a 2024. Isso significa que, para cada feminicídio consumado, houve quase três tentativas.

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Quando se somam os casos consumados e tentados, as regiões Centro-Oeste e Norte apresentaram as maiores taxas do país, com 9,8 e 8 vítimas por 100 mil mulheres, respectivamente. Já as regiões Sudeste (4,2), Nordeste (4,8) e Sul (5,2) registraram os menores níveis de violência letal de gênero.

Queda nas mortes violentas intencionais

Enquanto os feminicídios cresceram, o número de mortes violentas intencionais (MVI) caiu 8,2% no Brasil em 2025. A taxa passou de 20,6 casos por 100 mil habitantes em 2024 para 19,1 casos por 100 mil habitantes no ano passado — o menor patamar desde 2012, quando o indicador passou a ser medido. Em números absolutos, foram 40.775 mortes violentas intencionais em 2025, ante 44.127 no ano anterior.

A categoria MVI inclui homicídio doloso, feminicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte, mortes decorrentes de intervenções policiais e mortes de policiais em serviço ou fora do horário de trabalho. Foi a primeira vez que o índice ficou abaixo de 20 mortes por 100 mil habitantes. Em 2012, a taxa era de 27,7.

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Entre os crimes que compõem o indicador, o homicídio doloso recuou 10%, o latrocínio caiu 17% e a lesão corporal seguida de morte registrou queda de 15,2%. As mortes por intervenção policial, no entanto, subiram 5,4%.

Apesar da redução na média nacional, sete unidades da federação tiveram alta nas MVI: Rio Grande do Norte (19,6%), Rondônia (7,5%), Acre (6,3%), Roraima (5,8%), Distrito Federal (5,8%), Mato Grosso do Sul (4,9%) e Rio de Janeiro (2,1%).

Os demais estados apresentaram reduções: Amazonas (-32,5%), Rio Grande do Sul (-25,7%), Mato Grosso (-23,2%), Piauí (-15,7%), Paraná (-15,5%), Minas Gerais (-14,2%), Goiás (-12,7%), Santa Catarina (-11,1%), Bahia (-9,6%), Pernambuco (-9,3%), Espírito Santo (-8,4%), Ceará (-7,5%), Alagoas (-6,6%), Amapá (-5,9%), Paraíba (-3,9%), São Paulo (-3,9%), Pará (-3,7%), Sergipe (-3%), Tocantins (-2,2%) e Maranhão (-2,2%).

Fonte: Agência Brasil

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