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Dino pede vista e adia decisão sobre julgamento de Moraes e Mendonça
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O ministro Flávio Dino pediu vista e encerrou sem data a sessão desta terça-feira (15) em que o Supremo Tribunal Federal (STF) discutia se os casos dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça devem ser investigados juntos. O pedido veio depois de Mendonça e Gilmar Mendes se estranharem sobre o rumo do escândalo do Banco Master como vem sendo conduzido na suprema corte. O placar parcial ficou 4 a 3.

Ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal
Ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

Pelo julgamento conjunto: Cristiano Zanin, Moraes e Gilmar. Dino também defendeu a reunião das pautas, mas pediu para ficar fora da contagem provisória por causa do pedido de vista. Pela tramitação em separado: Edson Fachin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Mendonça.

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O plenário extraordinário, convocado por Fachin, examinava o relatório da Operação Compliance Zero que liga Moraes a Daniel Vorcaro, do antigo Banco Master. A peça saiu do sigilo em 1º de setembro, por ato de Mendonça, e abriu a troca de relatórios e de pedidos de investigação na Corte.

A PGR quer anular o documento: Mendonça teria deixado a apuração avançar contra ministro do Supremo sem avisar a Presidência ou o colegiado — o que, na tese da Procuradoria, pode ser direcionamento. Paulo Gonet, no entanto, também aparece nas mensagens que a PF atribui a Vorcaro e a Moraes.

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São 52 recados, de 2023 a 17 de novembro de 2025, véspera da prisão preventiva. O tom é de proximidade. Num trecho, Vorcaro parece mandar a Moraes contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório de Viviane Barci de Moraes. Noutro, busca dados sobre a operação que o prenderia. Na madrugada desta terça, Moraes negou irregularidade e chamou o relatório de inconstitucional e ilegal.

Em 2 de setembro, Moraes apresentou o que descreveu como relatório de inteligência da PF sugerindo que Mendonça teria puxado a Compliance Zero contra desafetos políticos. O papel não tem assinatura nem timbre e avisa na capa que é conjectura “sem valor probatório”. Pediu a Fachin a apuração de Mendonça por abuso de autoridade, improbidade e crime de responsabilidade. Esse pedido está marcado para 23 de setembro.

Fonte: Agência Brasil

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