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Ex-prefeito Alcides Bernal morre preso em hospital de Campo Grande
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O ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal morreu na madrugada desta segunda-feira (13), aos 60 anos. Ele estava preso desde março, acusado de matar o auditor fiscal Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos. A morte ocorreu às 0h35 no Hospital Santa Casa da capital sul-mato-grossense. A instituição confirmou o óbito nesta manhã, mas a causa ainda não foi divulgada.

Alcides Bernal cumpria prisão preventiva no presídio militar há mais de três meses (Foto: Divulgação/ALMS)

Bernal cumpria prisão preventiva no presídio militar há mais de três meses. A Polícia Militar foi procurada, mas ainda não se manifestou sobre o caso. No mês passado, a defesa do ex-prefeito tentou revogar a prisão preventiva alegando motivos de saúde. Os advogados pediram a revogação ou a substituição por prisão domiciliar com medidas cautelares, mas o pedido foi negado pela Justiça.

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O juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida entendeu que o crime pelo qual Bernal respondia demonstrava “periculosidade suficiente para manter a custódia”. O magistrado também considerou que não havia comprovação de condição clínica extrema nem de impossibilidade de tratamento no sistema prisional.

O ex-prefeito atirou contra Mazzini e se entregou à polícia no mesmo mês de março. O crime aconteceu em uma residência localizada na rua Antônio Maria Coelho, no bairro Jardim dos Estados. Bernal se tornou réu em maio. A vítima, auditor fiscal do estado, foi atingida por dois tiros. O Corpo de Bombeiros prestou os primeiros socorros, mas a morte foi constatada no local após 25 minutos de tentativas de ressuscitação.

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O incidente ocorreu após uma disputa por imóvel. Mazzini estava acompanhado de um chaveiro e foi até a propriedade para tomar posse dela no dia em que foi assassinado. Segundo informações preliminares da Polícia Civil, ele teria comprado a casa do ex-prefeito em um leilão. A vítima portava uma notificação extrajudicial de desocupação no momento em que foi ao imóvel. O documento foi apreendido pela polícia durante a perícia no local.

Bernal foi preso em flagrante por homicídio qualificado. À época, a defesa alegou que ele agiu em legítima defesa após o imóvel ter sido invadido. “Ele foi alertado pela empresa de segurança e foi até a residência porque a porta estava sendo arrombada. A legítima defesa é o argumento mais forte”, disse o advogado Wilton Acosta.

Com informações do portal UOL.

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