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Ex-controlador da Reag acerta acordo de delação premiada com a PGR
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João Carlos Mansur, ex-controlador da gestora Reag, firmou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Os documentos da colaboração foram encaminhados ao gabinete do ministro André Mendonça, relator no Supremo Tribunal Federal (STF) dos inquéritos sobre o Banco Master, a quem compete homologar ou recusar o acordo. É a primeira delação celebrada nas apurações de um esquema de fraudes financeiras atribuído ao Master.

Ex-presidente do Conselho de Administração da Reag Investimentos, João Carlos Mansur
Ex-presidente do Conselho de Administração da Reag Investimentos, João Carlos Mansur (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

Um dos eixos centrais da colaboração é Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso desde março e que também busca um acordo com as autoridades. Na Reag, Mansur estruturou a rede de fundos que, conforme a investigação, alimentou o suposto esquema.

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O passo seguinte é uma audiência em que Mendonça perguntará ao empresário se a cooperação foi espontânea e se não houve coação. Em seguida, o ministro decide sobre a homologação. Só com esse aval a PGR poderá usar depoimentos e provas apresentados por Mansur. Em contrapartida, está previsto que ele obtenha benefícios penais.

A defesa de Mansur e a PGR não se pronunciaram. Os advogados fecharam o acordo sem a Polícia Federal. Um termo de confidencialidade — etapa inicial do rito — chegou a ser assinado com a corporação, mas as tratativas não avançaram.

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Os procuradores avaliaram que Mansur trouxe fatos inéditos à investigação, o que levou à assinatura. De acordo com a coluna do jornalista Lauro Jardim, o ex-dono da Reag afirmou ser capaz de indicar onde Vorcaro oculta R$ 20 bilhões no Brasil. O montante não estaria apenas em dinheiro, mas também em direitos creditórios, imóveis e ativos camuflados em nome de laranjas e fundos.

Com informações de O Globo.

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