O prefeito de Banabuiú, Marcílio Coelho, afirmou que as investigações sobre as ameaças a comerciantes no município localizado no Sertão do Ceará seguem em andamento e que há mais mandados de prisão em aberto. “Já está cheio de polícia na rua, está cheio de investigadores, mas [os comerciantes] não estão se sentindo seguros ao ponto de voltarem a vender”, disse o prefeito. Os lojistas optaram por interromper a venda de garrafões de água mineral diante do risco.

Três homens foram presos na quinta-feira (22) por suspeita de domínio social estruturado: Cícero Kevin Gomes Farias, Francisco das Chagas de Lima da Silva e Carlos Fernando da Silva Andrade. Segundo a polícia, eles atuavam como agiotas e recolhiam valores para a organização criminosa. Com o trio foram apreendidos um revólver calibre 38, munições, seis celulares, um notebook e dinheiro. As investigações contam com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro e novos mandados permanecem em aberto.
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As mensagens de extorsão, identificadas como “Edital Banabuiú”, começaram a circular em 19 de outubro. A ação foi ordenada pela facção carioca Comando Vermelho (CV) e assinada pela “Diretoria de Banabuiú”. Os criminosos condicionaram a comercialização e a distribuição de água no município à “autorização” da facção e advertiram que quem descumprisse as ordens “sofreriam as consequências”. Há relatos de cobranças de R$ 750 semanais para estabelecimentos.
Para garantir o acesso à água potável, a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), com apoio das Forças de Segurança, assumiu a logística de distribuição. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou: “A Cagece realiza a coleta dos garrafões com água nos fornecedores e os transporta até o município de Banabuiú. Essa logística conta com o aporte das Forças de Segurança para que essa comercialização seja feita com tranquilidade”.
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O patrulhamento na região foi intensificado com viaturas do Policiamento Ostensivo Geral (POG), da Força Tática (FT) e do Motopatrulhamento. A polícia também acompanha o trabalho da Cagece. Na manhã deste sábado (31), moradores formaram filas para comprar a água após a suspensão do comércio local provocada pelas ameaças.
A operação de venda sob escolta deve continuar nos próximos dias. A partir da terça-feira (3), a distribuição será diária, com oferta de mil garrafões por dia. O material será retirado de uma fonte de água mineral e transportado em veículos da Cagece, sob proteção policial, até que a situação de segurança para a comercialização no município seja considerada normalizada. O abastecimento sob escolta policial ocorre neste fim de semana no Sertão Central do Ceará.
Com informações do portal g1.