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Projeto Sucuriú gera mais de 14 mil postos durante obras e prevê 6 mil empregos permanentes em Inocência
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A construção da fábrica de celulose da chilena Arauco, iniciada em 2024 em Inocência, no Mato Grosso do Sul, deve gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho durante a implantação do Projeto Sucuriú. Após o início das operações, a expectativa é de cerca de 6 mil postos nas áreas industrial, florestal e de logística. O empreendimento ocupa uma área de 3,5 mil hectares, a cerca de 50 quilômetros do centro de Inocência, às margens do Rio Sucuriú.

Para escoar a produção, o projeto inclui uma ferrovia própria de 45 quilômetros de extensão
Para escoar a produção, o projeto inclui uma ferrovia própria de 45 quilômetros de extensão (Foto: Divulgação/Arauco)

A unidade terá capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose de fibra curta por ano e será a maior fábrica de celulose do mundo. O investimento total é de US$ 4,6 bilhões, o equivalente a R$ 23,1 bilhões. A previsão é que comece a operar no final de 2027. A produção será de celulose branqueada de fibra curta, utilizada na fabricação de papéis para fins sanitários, papéis de imprimir e escrever e materiais de embalagem.

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Para escoar a produção, o projeto inclui uma ferrovia própria de 45 quilômetros de extensão, além de outros nove quilômetros dentro da área industrial. A estrutura conectará a fábrica à Rumo Malha Norte e permitirá que a celulose siga de Inocência até o Porto de Santos, de onde será destinada aos mercados internacionais. O ramal terá 26 locomotivas e 721 vagões, com capacidade para transportar até 9.600 toneladas por composição. O investimento previsto nas obras ferroviárias é de R$ 2,4 bilhões, conforme informou a Arauco.

As obras do ramal ferroviário já ultrapassaram 60% de execução. Em outubro deste ano, a ferrovia começou a receber os primeiros dormentes, estruturas responsáveis por garantir o alinhamento, a estabilidade e a segurança dos trilhos. Ao todo, serão instalados cerca de 95 mil dormentes, com aproximadamente 400 quilos cada. Outras frentes avançam ao longo do traçado, entre elas o viaduto ferroviário na saída da fábrica, o viaduto sobre a MS-112 e a ponte sobre o Córrego São Mateus. As três obras estão em fase de conclusão das estruturas civis para o recebimento dos trilhos e dormentes. A previsão é que a ferrovia entre em operação no final de 2027, junto à fase de início das atividades da fábrica.

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Segundo a empresa, a estrutura deve retirar aproximadamente 190 viagens diárias de caminhões das rodovias e reduzir em até 94% as emissões de CO₂ relacionadas ao transporte da celulose.

Com informações do portal NSC Total.

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